quinta-feira, 15 de maio de 2008

Oh sr. primeiro ministro!!

Oh sr. primeiro ministro, mas que injustiça lhe fazem!!
Será que vossa excelência já não tem o direito a ter um vício na vida?
Vergonha.... ora foi vossa excelência convidar os jornalistas a seguirem viagem consigo para depois virem para a praça pública expôr esse seu vício?
Vergonha... os empresários... criticarem e no entanto seguirem com vossa excelência a bordo...
Vergonha... ninguém ter tido a coragem do avisar dos malefícios e consequências do vício de sua excelência...

Pois é sr. Primeiro Ministro... mas eu não sou assim, eu vou ajudá-lo!
E para começar vou-lhe dizer, aqui n' O estado do Estado, para que vossa excelência leia, que o seu vício sr. Primeiro Ministro, é gozar connosco, é não dar o exemplo, é fechar os olhos à lei, é ignorar o nosso sofrimento, o nosso apertar o cinto e continuar na sua vida de luxo, de rei absolutista, autista e autómato a que nos vem habituando. Infelizmente sr. PM não há cura para o seu vício (se bem que em França, lá para o séc. XVIII, houve umas experiências cortantes, com resultados práticos mas em que era dificil recolher os testemunhos dos visados), mas não lhe auguro bom fim porque esse seu vicío provoca o maior e mais letal dos cancros, o comodismo, e quando muito nos acomodamos.....
O povo é burro sr. PM, mas não é burro para sempre, ou acha que nós pensamos que vossa excelência teria vindo a público fazer o pedido de desculpa mais arrogante que já vi, qual criança o faz à espera do proveito das proferidas palavras, se para o ano não houvessem eleições?
Pois é sr. PM, somos burros, mas não é para sempre!

Mais forte seria se el'rei cá não viera.

domingo, 11 de maio de 2008

Terror em Faro

Pasmem-se pois o que vou contar é digno da imaginação de Kusturica.
Parece que durante esta semana foi presente a tribunal de Faro um homem que há anos aterrorizava a família. Ora o expansivo senhor, movido por drogas, álcool, loucura, estupidez, anormalidade e outras qualidades, aterrorizava frequentemente os pais, ameaçando-os, destruindo a loja de que são proprietários, levando a violência até onde a imaginação lhe ditava, com o intuito de extorquir dinheiro aos desolados progenitores. Tudo isto para dar de comer ao povo oprimido da Colômbia, que tem que vender as suas safras pois então... coração solidário o deste senhor...
Pois parece que após anos e anos e muitas queixas apresentadas, desta vez a polícia assistiu a uma dessas situações e agiu em conformidade, convidando o prevaricador para uma visita às instalações daquela força de segurança, ali para os lados do Jardim da Alameda.
Como costumo dizer, até aqui, tudo de certa forma normal. Mas, e há sempre um mas neste paraíso à beira mar plantado, os pobres pais tiveram o azar de o sujeito ser levado perante um juiz do tribunal de Faro, onde ficámos a saber que pendiam sobre o cavalheiro 33!!! processos, a maioria relativos a casos de violência.
E (agora é que é) o excelentíssimo, honorabilíssimo, omnipotente juiz (ou juíza, não sei), deliberou, de acordo com a sua consciência, que o indivíduo deveria voltar às ruas e aguardar julgamento, ou melhor julgamentos (33!!), em liberdade.
Justo sem dúvida...
Há dias em que me sinto mesmo orgulhoso de viver num país de direito.

Mais forte seria se el'rei cá não viera...

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Homem barricado em tribunal

Houve uma notícia ontem que me deixou atarantado. Seguia eu na minha lufa-lufa normal, quando oiço na rádio que havia, naquele preciso momento, um homem barricado no tribunal de Vila Nova de Gaia, ou melhor na domus iustitiae (traduzindo para português real, sem acordos ordinográficos, casa das injustiças).
Fiquei intrigado!
Ora então, parece que o senhor, que tinha estado numa audiência no dia anterior, se dirigiu àquela nobre casa de ainda mais nobre valores, para confrontar a senhora doutora reverendíssima meretíssima honrabilíssima juíza com a decisão que esta proferira na tarde anterior. Até aqui, tudo normal... tendo em conta que estamos na Tuga. Mas, o senhor, que não gostará por ventura de andar só e saberá melhor que ninguém que um tribunal é um sítio perigoso, fez-se acompanhar por uma arma de calibre indeterminado.
Parece que ameçou, não sei de quê, mas ameaçou, uma funcionária e também a reverendíssima.
Posto isto... o que pensou a minha pessoa? Mas porque raio é que o homem tomou aquela atitude. Aquele acto extremo que não vai mudar em nada, a não ser piorar a sua já difícil situação?
Qual não é o meu espanto, quando, mais tarde, no conforto do lar, descubro que a indignação de toda a classe mediática, de toda a classe jurídica e de grande parte dos tugueses e das tuguesas era para com o facto do senhor ter conseguido entrar com aquela companhia no tribunal!!
E então pergunto, no meu jeito ainda estremunhado, não seria mais importante sabermos o porquê primeiro? Não seria mais importante descobrir o que levou àquela situação?

Talvez não... acho que isso já todos os tugueses sabem... afinal de contas sempre são e sempre serão as casas da injustiça.

Mais forte seria se el'rei cá não viera...

O primeiro passo

"Os lusitanos são um povo que não se governa nem se deixa governar"

Caius Julius Cesar